16/08/2011

AMVERJ PARTICIPOU DIRETAMENTE DO DIA NACIONAL DA SAÚDE- 5 DE AGOSTO

10h- Aconteceu a inauguração de novas instalações de Biotecnologia (BIOTEC) no Instituto Vital Brazil (Niterói) com a presença do Magnífico Reitor da UFF Roberto Salles, do Presidente da Sociedade Brasileira de Higiene e Saúde Pública Waldenir de Bragança, do Presidente da AMVERJ Aristeu Pessanha Gonçalves, do Presidente do IVB Antônio Werneck, do Presidente da ABRAMVET Jadyr Vogel, Vice-presidente do CRMV-RJ Cícero Pitombo e demais autoridades.



11h- O presidente da AMVERJ proferiu palestra na Faculdade de Veterinária da UFF com o tema "Relevância da Medicina Veterinária na Saúde da Humanidade", após foi agraciado, junto com o Professor Jadyr Vogel, pelo Presidente da SBSHP, Waldenir de Bragança, com uma placa HONRA AO MÉRITO DA SAÚDE PÚBLICA NACIONAL.


Jadyr Vogel - Presidente ABRAMVET; Waldenir de Bragança- Presidente da SBSHP; Aristeu Pessanha Gonçalves- Presidente AMVERJ; Roberto Salles- Reitor UFF; Carlos Pereira- Prefeito de Tanguá e Diretor da CONLESTE e Antônio Werneck- Presidente do IVB.



Estrutura do Centro de Biotecnologia


15/08/2011

CÃO RECUPERA MOVIMENTOS COM QUATRO PATAS MECÂNICAS


Um cão nos EUA tornou-se notícia ao receber quatro próteses para substituir as patas que perdeu quando ficou preso numa poça de gelo.

O cachorro, que foi abandonado pela mãe, já vive normalmente.

Naki'o tornou-se o primeiro cão do mundo a receber um conjunto completo de pernas mecânicas que lhe permitem correr, saltar e até nadar.

Quando a mãe de Naki'o e dos seus irmãos morreu, no Nebraska (EUA), a ninhada enfrentou sozinha um inverno rigoroso.

Acidentalmente, e com apenas cinco semanas de vida, Naki'o pisou uma poça de gelo e ficou com as quatros patas presas na água gelada.

o cachorro foi levado para um centro de resgate de animais onde parte das patas caiu devido à necrose por excesso de frio.

A veterinária Christie Tomlinson resolveu adotar Naki'o, que se tornou o primeiro animal com um conjunto completo de patas mecânicas.

Naki'o adaptou-se rapidamente às novas patas e aprendeu a usar os dispositivos como se fosse naturais.

Em um vídeo divulgado na internet é possível ver o cachorro correndo feliz atrás de um graveto.

Fonte:
Coluna HV Internacional  da Médica Veterinária Zilah Cheuiche, Msc., Redatora de "A Hora Veterinária", Porto Alegre, RS.
A Hora Veterinária- ano 31- nº 182, Julho/ Agosto/ 2011

14/07/2011

AGO + COMEMORAÇÃO AOS 08 ANOS DE FUNDAÇÃO DA AMVERJ

ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA + ALMOÇO EM COMEMORAÇÃO AOS 08 ANOS DE FUNDAÇÃO DA AMVERJ 
 10 DE JULHO DE 2011.

Os Confrades Newton da Cruz Rocha e Deoclécio Bezerra Brito na Sede Administrativa da AMVERJ em Niterói.

Os confrades Deoclécio Bezerra Brito, Newton da Cruz Rocha, Alcides Pissinati, Maria das Graças de Souza Paiva e Allan Kardec da Silveira, no delicioso café da manhã na Sede Administrativa da AMVERJ antes da A.G.O.

Os confrades: fila de trás: Henrique Fainstein, Cleo Carneiro Baeta Neves, Elmiro Rosendo do Nascimento, Allan Kardec da Silveira, Iacir Francisco dos Santos, Aristeu Pessanha Gonçalves, Alcides Pissinati e Newton da Cruz Rocha; fila da frente: Deoclécio Bezerra Brito, Maria da Graça Fichel do Nascimento, Teófilo José Pimentel da Silva e Maria das Graças de Souza Paiva, ao término da A.G.O.


Dr. Sergio Bogado com a esposa e os confrades Aristeu Pessanha Gonçalves e Maria da Graça de Souza Paiva no almoço em comemoração aos 8 anos de fundação da AMVERJ.

Almoço em comemoração aos 08 anos de fundação da AMVERJ no restaurante à Mineira Gourmet em São Domingos em Niterói.

Dr. Waldenir de Bragaça, Membro Benemérito da AMVERJ juntamente com o confrade Aristeu Pessanha Gonçalves e o convidado Prof. Cícero Pitombo no almoço em comemoração aos 8 anos de fundação da AMVERJ.

01/07/2011

HISTORIOGRAFIA DA MEDICINA VETERINÁRIA BRASILEIRA

OS 250 ANOS DA MEDICINA VETERINÁRIA MUNDIAL
De Bourgelat ao Prêmio Nobel Peter Doherty

Percy Infante Hatschbach
CRMV/GO: nº 0403

Em 2011, a Medicina Veterinária mundial estará celebrando 250 anos de existência como profissão científica e liberal. Nasceu do ideal, sonho e iniciativa do advogado e hipólogo francês, Claude BOURGELAT (1712-1779), que fundou a primeira escola de medicina animal do planeta, na cidade de Lyon, sul da França, com autorização do Rei Luis XV, através de decreto do Conselho Real, datado de 4 de agosto de 1761.

Iiciou suas atividades acadêmicas em fevereiro de 1762. Ao criar este primeiro estabelecimento de ensino da Zooiatria, Bouurgelat, instituia, pioneiramente, a profissão de Veterinário.

Entre os principais fatores econômicos, sociais e políticos, que conduziram à fundação dessa primeira escola, pode-se citar a precária condição sanitária dos rebanhos equinos e bovinos na Europa, com a ocorrência de graves enzootias e epizootias, como Raiva, Mormo, Carbúnculo hemático, Febre aftosa e a devastadora Peste bovina.

A alta mortalidade dessas enfermidades ocasionava grandes perdas econômicas, pois os meios usados na tentava de as debelar eram totalmente ineficazes.

O progresso da Medicina Veterinária está ligado, precipuamente, ao desenvolvimento das pesquisas científicas no século XX.

É muito difícil, ainda, apontar-se entre tantos eventos, descobertas e trabalhos profissionais, o cometimento de maior significado para a profissão.

Todavia, podemos citar, muito superficialmente, alguns fatos marcantes. Na cidade de Lille, França, a mundialmente conhecida vacina contra a Tuberculose humana, foi desenvolvida por dois incansáveis pesquisadores, um Médico, Albert Léon Charles CALMETTE (1863-1933) e o outro, Veterinário, Jean-Marie Camile GUÉRIN (1872-1961) motivo pelo qual foi batizada pela sigla BCG (Bacilo de Calmette e Guérin).

O veterinário francês Jean-Baptiste Auguste CHAUVEAU (1827-1917) desenvolveu vários trabalhos sobre a etiologia e a imunoprofilaxia do Carbúnculo sintomático (Clostridium chauvoei).

Edmond Isidore Etienne NOCARD (1850-1903), também Veterinário e bacteriologista francês, descobriu, em 1898, o agente etiológico da Pleuropneumonia contagiosa dos bovinos.

Os estudos bacteriológicos do Veterinário norte-americano Daniel Elmer SALMON (1820-1914) sobre a Enterite suína, resultaram na descoberta da primeira Salmonella e no desenvolvimento da primeira vacina morta contra a Salmonelose!

Foi fundador e diretor do BAI- Bureau of Animal Industry em 1883, importante instituição de pesquisas veterinárias nos Estadis Unidos.

Em 1977, o Editor Chefe da revista dinamarquesa "História Medicinae Veterinariae", Prof. Joseph PARNAS, publicou o seguinte editorial: "Anualmente, desde 1905, a Fundação Alfred NOBEL outorga Prêmio Nobel às mais importantes pesquisas em diversas áreas do conhecimento humano, entre elas as Ciências Médicas e Biológicas. A OMS- Organização Mundial da Saúde, concedeu até hoje, dezenas de sua distinção mais importante, a Medalha Leon Bernard, para inúmeros líderes da saúde pública mundial. Mas até 1977, nenhum Médico- Veterinário recebeu tais prêmios ou distinções! Por que? Será que os pesquisadores veterinários jamais realizaram pesquisas ou descobertas científicas de interesse em ciências médicas e saúde pública? Se assim fosse, então a Medicina Veterinária não poderia ser considerada ciência! Todavia, é evidente que há muitos anos a zooiatria, como parte integral da ciência médica, segundo o conceito- Una sanitas, uma medicina, tem contribuído enormemente para o progresso da medicina e fisiologia, conforme era considerada por Nobel e Bernard em seus testamentos... Eu poderia citar centenas de exemplos para consubstanciar a acusação de que os cientistas veterinários têm sido ignorados pela Fundação Nobel e a OMS, apesar de seus brilhantes trabalhos e descobertas". 

Após citas esses nomes como exemplos das importantes descobertas e pesquisas realizadas por Veterinários e seus colaboradores, o Prof. Parnas termina, assim, seu editorial: "Poderíamos, ainda, relacionar inúmeras pesquisas pioneiras em Medicina Veterinária experimental e trabalhos práticos em saúde pública veterinária que não foram reconhecidos, seja pela OMS! Apesar de tudo, tomei a liberdade de explicar estes fatos junto à Comissão Nobel de Estocolmo e ao quartel- general da OMS em Genebra. As autoridades da OMS responderam que minhas ponderações críticas eram pertinentes. Indiquei, então, alguns nomes de eminentes Médicos- Veterinários para a consideração das duas instituições. Será que serão levados a sério?- QUI VIVRA... VERRA".

Pois bem. Em 1996, portanto, 19 anos após as ponderações do Prof. Parnas, a Fundação Nobel outorgou seu prêmio de Medicina ou Fisiologia ao Médico- Veterinário australiano, PETER DOHERTY, formado pela Universidade de Queensland, com PhD na Universidade de Edimburgo, Escócia.

O trabalho premiado refere-se à Imunologia, mais especificamente a descoberta de como o sistema imunológico animal reconhece células infectadas por vírus.

O prêmio foi dividido com o Médico suiço Rolf Zinkernagel. Os dois pesquisadores desenvolveram o trabalho premiado na "John Curtin School of Medical Research", em Camberra, Austrália.

Após quase duas décadas de espera e ansiedade, finalmente a justiça científica estaria feita. Ao comemorarmos o ANO MUNDIAL DA MEDICINA VETERINÁRIA, podemos nos orgulhar de nossa profissão por estar inserida entre aquelas escolhidas pela Fundação Nobel.Nossas homenagens a esses nobres pesquisadores.


Artigo retirado da REVISTA BRASILEIRA DE MEDICINA VETERINÁRIA
jan/mar 2011
página 06

10/06/2011

EMPREENDEDORISMO NO ENSINO DA MEDICINA VETERINÁRIA

"Diminuir a distância entre universidade e a empresa garante a empregabilidade do recém-formado", afirma a Profª Nádia Almosny, a primeira mulher a assumir a direção da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal Fluminense (UFF), A preocupação com o ensino da prática da profissão e a oferta de condições adequadas é o foco de sua gestão com resultados expressivos na qualidade do curso. Nos últimos concursos para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o índice de aprovação de alunos da UFF foi de 20%, considerado elevado. "Esse resultado é fruto do trabalho dos docentes motivados", fala.

"A finalidade de aproximação do mercado com vida acadêmica é tornar o aluno competitivo. Através de investimento nas aulas práticas, na pesquisa aplicada, na capacitação do corpo docente visando a capacitação de recursos junto aos órgãos de fomento às pesquisas", explica Profª Nádia.

A Diretora aponta ainda que investimentos básicos são fundamentais para a formatação dos alunos e na motivação dos professores. Para isso, a faculdade está sendo reformada e também está sendo construído um prédio novo com 06 andares para ampliação das salas de aula e dos laboratórios com verba do MEC. Recentemente, foram adquiridos equipamentos modernos de diagnóstico molecular, para análise de alimentos por cromatografio e ultrasson com doppler colorido. "O aluno precisa ter contato com esta tecnologia ainda na faculdade", diz ela.

As parcerias com as empresas são fundamentais no aprendizado da profissão. "Temos docentes oriundos de produção que estão antenados com o mercado de trabalho e convênios visando maior oferta de estágios. além disso, egressos retornam para compartilhar experiências, principalmente, nas semanas acadêmicas dando testemunho de como está o mercado e quais as áreas de atuações para o médico veterinário e zootecnista", acrescenta.

O acesso aos meios de informação é indispensável na formação acadêmica e o campus da faculdade possui tecnologia wireless. "Hoje o aluno é interativo e para que possa ter acesso à internet gratuita, investimos no ambiente wi-fi em todo o campus e também na fazenda Escola em Cachoeira de Macacú", fala.

Os alunos têm aulas práticas na Fazenda da UFF e também fazem visitas custeadas pela universidade em abatedouros e indústrias de São Paulo, Mato Grosso, e assim aprendem com o mercado. "Nossa visão é preparar o aluno para o mercado de trabalho, e para isso estamos atentos ao diferencial. Ganham os alunos e ganha também os professores que ficam motivados para pesquisar, ensinar e trazer o que há de melhor para a comunidade acadêmica", finaliza.

Matéria retirada do Jornal do CRMV-RJ, Ano XXII- Nº 237- Abril de 2011, página 8.

06/06/2011

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